Boas atitudes se aprendem cedo
A criança aprende a conviver muito antes de aprender a ler. Nos primeiros anos ela descobre como é dividir um brinquedo, esperar a vez, pedir desculpa e agradecer, e o que vive nessa fase tende a virar hábito para a vida toda.
Boas maneiras não são só etiqueta. Dizer “por favor”, ajudar quem caiu ou fechar a torneira são formas pequenas de dizer ao outro: “você importa”. Quando a criança pratica esses gestos desde cedo, ela aprende a olhar para quem está ao lado, a reconhecer os próprios erros e a cuidar do que é de todos.
E quanto antes isso começa, mais natural fica. Uma atitude repetida na infância deixa de ser regra e passa a ser jeito de ser.
Orientar sem sermão
Todo adulto conhece a cena: a criança fez algo errado, recebe uma longa explicação e, no meio dela, já parou de ouvir. O sermão costuma chegar na hora em que ela está envergonhada ou na defensiva, e a mensagem se perde.
Na brincadeira acontece o contrário. A criança está tranquila, curiosa e com vontade de participar. Ninguém está sendo acusado, porque quem “furou a fila” ou “bateu a porta” é o personagem do desenho, e não ela. Assim fica fácil olhar para a atitude, pensar sobre ela e dizer o que seria melhor.
O adulto deixa de ser o juiz e passa a ser companheiro de jogo. Em vez de dizer “não faça isso”, ele pergunta “o que você acha que essa criança sentiu?”. A resposta vem da própria criança, e o que ela descobre sozinha ela guarda muito melhor do que o que apenas ouviu.
O Dominó das Boas Atitudes
O Dominó das Boas Atitudes tem 28 peças ilustradas, como um dominó comum. Cada peça tem dois lados:
- Lado amarelo, com carinha feliz: uma atitude que alegra, como emprestar o brinquedo, ajudar quem caiu ou agradecer a comida.
- Lado cinza, com carinha triste: uma atitude que entristece, como rir de quem caiu, furar a fila ou deixar a torneira aberta.
O encaixe é o coração do jogo. Cada cena cinza só se liga à peça que mostra, no lado amarelo, o jeito certo de agir. “Jogar lixo no chão” encaixa em “jogar o lixo na lixeira”; “gritar com o irmão” encaixa em “consolar o irmão”; “esconder o que quebrou” encaixa em “contar a verdade”. Para jogar, a criança precisa pensar: qual é a atitude que conserta esta?
As imagens não têm texto, então até quem ainda não lê consegue jogar. As expressões dos personagens contam a história. O caminho começa com Jesus e termina com Jesus, lembrando de onde vem o exemplo de amor ao próximo.
As peças passam por situações de casa, da escola e da rua:
| Onde | Algumas atitudes do dominó |
|---|---|
| Em casa | guardar os brinquedos, orar antes de dormir, agradecer a comida, consolar o irmão |
| Na escola | esperar a vez, levantar a mão para falar, cuidar do material, chamar o colega para brincar |
| Com os outros | pedir desculpa, fazer as pazes, devolver o que pegou emprestado, saber perder, elogiar |
| No mundo | jogar o lixo na lixeira, fechar a torneira, cuidar dos animais, ceder o lugar |
Brincando e conversando
As regras são simples e servem para 2 a 4 crianças, a partir dos 4 anos:
- Embaralhe as peças viradas para baixo e distribua entre os jogadores. O que sobrar vira o monte.
- Abre o jogo quem tiver a peça que começa com Jesus (do outro lado dela está a disputa pelo brinquedo).
- Na sua vez, encaixe uma peça: a cena amarela que você coloca precisa consertar a cena cinza da ponta.
- Ao encaixar, diga em voz alta qual é a boa atitude.
- Sem peça que sirva, compre do monte ou passe a vez.
- Ganha quem ficar sem peças primeiro. Com os menores, joguem juntos até fechar o caminho de Jesus a Jesus.
O aprendizado acontece nas conversas entre uma jogada e outra. Não é preciso parar em todas as peças; uma ou duas perguntas por partida já bastam. Algumas ideias:
- O que está acontecendo neste desenho?
- Como você acha que essa criança se sentiu?
- Já aconteceu algo parecido com você?
- O que você faria no lugar dela?
- Qual peça deixa essa cena mais feliz? Por quê?
Vale escutar mais do que falar. Se a criança contar que também já “riu do colega” ou “fez birra”, acolha sem bronca e pergunte como poderia ser diferente da próxima vez. O jogo é um lugar seguro para falar dos próprios tropeços.
O dominó também funciona fora da partida. Em casa, os pais podem lembrar uma peça no dia a dia (“lembra da peça da torneira?”). Na sala de aula ou na evangelização, o professor pode escolher a peça da semana e conversar sobre ela com a turma.
Com o exemplo de Jesus
O dominó nasceu para a evangelização infantil, e por isso Jesus abre e fecha o caminho. A ideia é que a criança perceba que as boas atitudes não são apenas regras de educação: são jeitos de amar o próximo, como Jesus ensinou.
Na última peça, um menino ajuda a vovó a carregar as sacolas, e ao lado está Jesus fazendo um coração com as mãos. É um bom momento para perguntar: “O que Jesus faria nesta cena?” ou “Qual peça mostra o jeito de Jesus amar as pessoas?”.
Atitudes como orar antes de dormir, agradecer a comida, fazer as pazes e contar a verdade aparecem lado a lado com os cuidados do dia a dia. Assim a fé deixa de ser um assunto separado e passa a fazer parte da vida da criança: na mesa, no quarto, no pátio da escola.
Aprender o que é melhor, brincando
Ensinar boas atitudes não precisa ser uma luta. Quando a criança brinca, observa as cenas, conversa e escolhe a peça certa, ela mesma vai descobrindo o que é melhor para si e para os outros.
O Dominó das Boas Atitudes coloca na mesa (ou no chão) 28 conversas que talvez nunca acontecessem num sermão. Cada partida deixa uma semente: a vontade de trocar o cinza pelo amarelo, a tristeza pela alegria.
O jogo pode ser impresso em casa, em dois tamanhos: um para jogar à mesa, com peças de 9 x 4,5 cm, e outro com peças grandes, de 17 x 8,5 cm, para brincar no chão com a turma toda. Separe um tempinho, chame as crianças e deixe a brincadeira ensinar.
Baixe o Dominó das Boas Atitudes
O jogo é gratuito. Escolha o tamanho que combina com a sua turma:
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